quarta-feira, 20 de julho de 2011

muitos sentem, poucos entendem .





"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”

( Caio Fernando Abreu )

terça-feira, 19 de julho de 2011

Aprenda com Ele .



Escrito por uma criança angolana:
Quando eu nasci, era preto.
Quando cresci, continuei preto.
Quando pego sol, fico preto.
Quando sinto frio, continuo preto.
Quando estou assustado, também fico preto.
Quando estou doente, preto.
E, quando eu morrer, continuarei sendo preto!
E você, cara Branco?
Quando nasce, você é rosa.
Quando cresce, você é branco.
Quando você pega sol, fica vermelho.
Quando sente frio, você fica roxo.
Quando você se assusta, fica amarelo.
Quando você está doente, fica verde.
Quando você morrer, você ficará cinzento!
E você ainda vem me chamar de homem de cor?
(henriqueb)
 AMIGUINHO, EU TE RESPEITO!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Então quase vomito e choro e sangro quando penso assim. Mas respiro fundo, esfrego as palmas das mãos, gero energia em mim. Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões como o cheiro das ervas ou reflexos esverdeados de escamas pelo apartamento e, ao encontrá-los, mesmo apenas na mente, tornar-me então outra vez capaz de afirmar, como num vício inofensivo: tenho um dragão que mora comigo. E, desse jeito, começar uma nova história que, desta vez sim, seria totalmente verdadeira, mesmo sendo completamente mentira. Fico cansado do amor que sinto, e num enorme esforço que aos poucos se transforma numa espécie de modesta alegria, tarde da noite, sozinho neste apartamento no meio de uma cidade escassa de dragões, repito e repito este meu confuso aprendizado para a criança-eu-mesmo sentada aflita e com frio nos joelhos do sereno velho-eu-mesmo:

- Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce. 


( Caio Fernando Abreu )

segunda-feira, 2 de maio de 2011

GoodBye


Adeus, meu amor
Eu não posso esconder
Não posso esconder
Não posso esconder o que está por vir
Eu tenho que partir, eu tenho que partir,
Eu tenho que partir, e te deixar sozinho
Mas sempre saiba, sempre saiba, sempre saiba
Que eu te amo muito !

sábado, 30 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

O Peso do Amor

Meu ombro dói: carreguei nele o mundo ..
É tanta dor que escurece meu céu!
Minha aflição transferi pro papel:
Dobrei, rasguei, mastiguei, fiz de tudo
Pra remover essa dor do meu ombro
(Peso do amor - galardão do viver) ;
Só pra assistir a aflição renascer:
Mais uma rima, mais dor, mais assombro,
Mais um adeus, mais retorno, mais pranto ..
Meu ombro dói cada vez que levanto
Pela manhã, pra encarar os problemas.
Meu ombro dói e eu preciso da dor
Pra ter certeza que dei meu melhor:

-Morro de dor, mas escrevo um poema !